Enxaqueca…

A enxaqueca é uma doença neurológica caracterizada por episódios recorrentes de dor de cabeça grave acompanhada de sintomas como náuseas e vômitos, sensibilidade à luz, cheiro e som, formigamento e dormências no corpo e alterações na visão, como pontos luminosos, escuros, linhas em ziguezague que antecedem ou acompanham as crises de dor.

Dos 150 tipos de dor de cabeça, nenhuma é mais terrível do que a enxaqueca. Não basta um analgésico ou apagar as luzes do ambiente para aplacá-la. Ela se configura pela dor que pode durar de quatro a 72 horas, quase sempre unilateral, na fronte e na têmpora.
Organização Mundial da Saúde (OMS) considera a enxaqueca a sexta doença mais incapacitante do mundo; no Brasil, a versão crônica afeta cerca de 31 milhões de brasileiros, a maioria entre os 25 e 45 anos. Já o Ministério da Saúde revela que o índice de ocorrência no sexo feminino atinge os 25%, mais que o dobro da manifestação em homens. No entanto, depois dos 50 anos, a taxa costuma diminuir, especialmente nas mulheres.  O problema, que não passa com analgésicos, se configura pela dor que pode durar de quatro a 72 horas, quase sempre unilateral, na fronte e na têmpora.

A doença é incurável e atrapalha (e muito) a vida da pessoa. Para se ter uma ideia, sete em cada dez pessoas que sentem esse tipo de dor relatam algum efeito negativo no relacionamento amoroso – discussões, falta de interesse sexual. No trabalho, idem. Para se ter uma ideia, os custos da perda de produtividade de funcionários com enxaqueca na Europa é de 27 bilhões de euros ao ano. Nos Estados Unidos, são 17 bilhões de dólares. A Organização da Nações Unidas classificou a doença entre as cinco mais incapacitantes, ao lado de tetraplegia, depressão, psicose e demência.

A maioria dos remédios para o problema tem ação paliativa, ou seja, sem atuar diretamente na dor. Não é simples debelá-la, por envolver uma centena de mecanismos em sua formação. A ciência ainda desconhece a maioria deles.

Uma nova descoberta

café é a segunda bebida mais consumida pelos brasileiros, depois da água. No entanto, para aqueles que sofrem com enxaqueca, a bebida pode representar um problema: estudo indica que tomar três xícaras de café por dia pode desencadear as terríveis dores de cabeça. A pesquisa, publicada no periódico American Journal of Medicine, revela que outras bebidas cafeinadas, como energéticos, refrigerantes e até mesmo chás, também podem desencadear enxaqueca.

Os pesquisadores ainda descobriram que para aqueles cujo consumo não é frequente, a crise pode ser deflagrada por quantidades ainda menores, como uma ou duas xícaras de café ou de bebidas com cafeína. Outra descoberta aponta que a abstinência da cafeína também é um fator que interfere na enxaqueca, sendo responsável por causar dores de cabeças em indivíduos que consomem muito café ou bebidas cafeinadas e param de ingerir repentinamente.

Como prevenir

  • Caminhar três vezes por semana previne a enxaqueca. Conclusão faz parte de estudo brasileiro, que mostrou que o exercício reduz episódios de dores pela metade.
  • Identifique e evite o que desencadeia a enxaqueca (os mais comuns, segundo a Sociedade Brasileira de Cefaleia, são stress, jejum, má qualidade do sono, fatores genéticos e hormonais, como estar próximo à data da mestruação, excesso de cafeína ou analgésicos, sedentarismo, chocolate, álcool, além de alimentos gelados e gordurosos)
  • Tente desestressar
  • Pratique atividade física
  • Durma para diminuir a dor
  • Consuma cafeína, mas não exagere
  • Faça compressa de gelo
  • Saiba a hora de procurar um médico

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