Entenda como a poluição do ar afeta seus pulmões e o que você pode fazer para evitar problemas

Talvez você não dê muita importância ao assunto e sequer perceba o perigo a sua volta, mas o ar que respiramos diariamente pode ser fatal. Divulgada no ano passado, uma pesquisa da Organização Mundial da Saúde (OMS) mostrou que nove em cada 10 pessoas no mundo estão expostas a concentrações de poluentes acima dos limites recomendados. No Brasil, o problema é responsável pela morte de 50 mil pessoas a cada ano, por causar doenças como câncer de pulmão, ataque cardíaco e derrame cerebral.

“A correlação é direta e está muito bem documentada: se você tem ar poluído, tem mais doença respiratória, independentemente de qual é a condição do paciente, porque isso é agressivo para o sistema respiratório”, alerta a pneumologista pediátrica Maria Helena Bussamra, do Hospital Infantil Sabará.

Os chamados materiais particulados são os principais responsáveis por atentar contra nossa saúde – são eles que sujam de cinza as fachadas de edifícios. No organismo, entram pelas narinas até o pulmão e, a partir daí, espalham-se pela corrente sanguínea e o corpo inteiro.

A poluição pode tanto causar novas doenças como exacerbar aquelas já existentes. Quem tem asma ou bronquite crônica, por exemplo, pode ter piora do quadro quando exposto a uma concentração elevada de poluentes. Pessoas saudáveis podem desenvolver doenças agudas como infecção respiratória e asma ou problemas um pouco mais leves como rinite e nariz escorrendo.

Alguns sintomas causados pelo ar sujo são fáceis de notar, como garganta e boca secas, falta de ar e tosse. São tentativas do corpo de expulsar os intrusos que entram no sistema respiratório. Mas também há sinais silenciosos.

Risco maior para crianças e idosos

A baixa imunidade de idosos e crianças torna esses dois grupos mais suscetíveis aos males causados pela poluição. Os bebês sofrem ainda mais.

Mas se o perigo está no ar que respiramos, como se proteger? As medidas mais importantes dependem de ações coletivas, como controle dos escapamentos dos veículos para reduzir a emissão de poluentes, maior uso do transporte coletivo e de energias limpas e renováveis. São iniciativas que fazem bem para a saúde do ambiente e de todos nós que nele vivemos.

Mas algumas atitudes individuais também podem ajudar. Quem pratica atividade física ao ar livre, por exemplo, deve evitar exercícios intensos em locais com muito trânsito, que são mais poluídos. A atividade exige uma frequência respiratória maior, portanto, vai entrar mais ar contaminado no pulmão. O uso de máscaras, muito comuns em países asiáticos, é uma boa forma de prevenção para quem precisa se expor ao ambiente.

Ficar dentro de casa também não é garantia de segurança, pois o material particulado consegue entrar. Além disso, há fontes de poluição nos próprios lares, como queima de madeira em lareiras e fogões a lenha.

Para manter a casa mais protegida, além de evitar essas fontes de poluentes, uma boa saída é usar umidificadores de ar, principalmente para quem mora em cidades muito secas.

Uma forma de proteger bebês e crianças é a limpeza frequente do nariz. A narina deve ser higienizada com soro pelo menos duas vezes ao dia, preventivamente. Quando o problema está instalado, é preciso limpá-la toda vez que há entupimento.

Fonte:
https://g1.globo.com/ciencia-e-saude/viva-voce/noticia/2019/10/15/entenda-como-a-poluicao-do-ar-afeta-seus-pulmoes-e-o-que-voce-pode-fazer-para-evitar-problemas.ghtml

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